6 indicadores financeiros para acompanhar a saúde da sua empresa

Monitorar os indicadores financeiros e o andamento do negócio é essencial para garantir seu sucesso, seja procurando maximizar os resultados ou buscando reverter números ruins.

Além das vendas e do faturamento, outros indicadores financeiros existem como consequência deles e das operações empresariais. Então, o gestor precisa elencar esses elementos importantes para as finanças do negócio e acompanhá-los constantemente.

Muito além dos números apresentados pelo balanço patrimonial, demonstrativo de resultados e demonstrativo de origem e aplicação dos recursos, há alguns outros indicadores valiosos que você precisa monitorar para avaliar a saúde financeira da sua empresa.

Acompanhe o artigo para descobrir quais são eles.

1. Lucratividade

O que realmente indica a capacidade de um negócio obter resultados é a lucratividade, que se difere do lucro. Enquanto o lucro se baseia na receita de vendas menos a dedução dos impostos, devoluções e abatimentos, despesas e custos e os tributos federais (IRPJ e CSLL). A Lucratividade é um percentual que indica o ganho obtido nas vendas geradas.

Para obter o resultado da lucratividade é simples, basta pegar o valor do lucro, dividir pelo total das vendas e multiplicar por cem. Com o resultado em porcentagem, esse indicador se torna bastante útil em questão de comparação com empresas, independente do tamanho ou setor.

Uma possível baixa lucratividade não apenas revela pouco potencial, mas também a necessidade de encontrar respostas para os problemas que existem na geração de receitas ou nas despesas. Então, é possível cruzar essa indicação com os dados de outros indicadores financeiros.

2. Rentabilidade

Aqui, calcula-se o retorno sobre gastos com alguma atividade. Enquanto a lucratividade demonstra os ganhos imediatos da empresa, que pode ser calculado em um mês, semestre, um ano, etc. a rentabilidade mostra qual é o retorno do investimento que foi feito na empresa a longo prazo.

É um indicador muito utilizado para estudo de viabilidade de investimentos, como adição de produto ou serviço às operações. Mas também pode ser aplicado nas atividades já desenvolvidas para avaliar se o quanto rende é válido em vista de quanto dinheiro exigem.

Verificar a rentabilidade após longos períodos é uma forma de analisar se o resultado segue sendo positivo. Na hipótese de baixa rentabilidade, decisões precisam ser tomadas em relação à precificação, as despesas ou até a regime tributário.

Para fazer o cálculo da rentabilidade, basta pegar os dados do lucro líquido, dividir pelo investimento total da empresa e multiplicar por cem.

3. Ticket médio

É muito importante saber qual é a média de receita obtida por cliente adquirido para projetar ganhos em novos negócios e também para tomar decisões caso o número seja baixo.

Um ticket médio satisfatório para as finanças, mas não elevado, por exemplo, pode indicar que produtos ou serviços mais caros, e com custos para serem mantidos, não dão resultados. Então, pode-se cortar tal despesa e perceber a positividade em outro indicador, o de lucratividade.

Um outro benefício do ticket médio é que com ele o gestor consegue identificar qual é o melhor vendedor da equipe, com base na quantidade de venda de cada funcionário. Esse resultado permitirá determinar a capacidade de sua equipe, se é preciso investir em algum tipo de treinamento ou mudar a abordagem, além de verificar se é necessário a mudança na sua estratégia de marketing, pois, as vendas podem não estar saindo por não ter leads qualificados o suficiente.

4. Custos fixos

Esse é um dos indicadores que não podem sair jamais das análises dos gestores. As despesas fixas não variam de acordo com o que a empresa produz é apenas o valor da atividade-fim da organização. Eles podem onerar muito o negócio quando os resultados são ruins — levando-o até mesmo à falta de capital de giro. E mesmo quando o faturamento e o lucro são bons, este último pode ser corroído por descontrole nos custos fixos. Ou seja, apenas os realmente necessários devem ser mantidos, e sempre analisados.

De acordo com especialistas, o ideal é que a soma de todos os custos não sejam maiores que 30% do faturamento da organização. Por exemplo, uma empresa que fatura cerca de R$ 300 mil mensais, não pode ter um valor maior que R$ 90 mil aplicados em custos fixos e variáveis.

5. Custos variáveis

Enquanto os custos fixos são relacionados à sua equipe, aluguel e outros valores, os custos variáveis seguem junto com a produção da empresa e podem sofrer alterações conforme o passar o tempo. Esse é o custo que vai mudar de acordo com o volume de vendas ou prestação de serviços.

É nesse indicador que se encontram as matérias-primas do seu negócio. Quanto mais você produzir com ela, mais terá que gastar para comprá-la para continuar a produção. O gasto com hora extra também se enquadra em custos variáveis, pois, mesmo que o salário de um funcionário fique em custos fixos, quando se tem a necessidade de ficar além do horário da jornada de trabalho, esse valor é associado aos custos variáveis.
Contas de água e luz, por exemplo, também são despesas que se enquadram aqui, pois cada mês será um valor diferente, dependendo da demanda daquele mês.

É importante diferenciar o custo fixo do variável, pois assim você consegue precificar o seu produto e serviço, pois com eles você conseguirá identificar quanto é gasto para produzir cada unidade do seu produto ou o valor para prestar determinados serviços.

6. Ponto de equilíbrio

Esse é um indicador almejado por todos os empresários do mundo todo! Também chamado de Break Even, o ponto de equilíbrio revela quando a empresa iguala o faturamento com todas as despesas. Depois disso, toda a renda passa a ser lucro. O cálculo é feito utilizando os gastos fixos e variáveis e os relaciona com o volume de vendas ou o ticket médio.

Por exemplo, no acompanhamento periódico, o Break Even pode diagnosticar falta de controle das despesas, erro de precificação, baixo ticket médio ou pouco volume de vendas. Então, pode-se reverter a situação ou melhorá-la relacionando o resultado obtido com seu próprio indicador.

Você monitora esses indicadores financeiros? Utiliza outros para gerenciar as finanças? É importante que você tenha todos esses dados sempre em mãos e fazer essa análise, seja mensal, trimestral, semestral ou anual. O importante é sempre mensurar os resultados para verificar se a saúde da sua empresa está indo bem.

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